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Práticas alimentares sustentáveis na era das alterações climáticas
Neste estudo, no qual participaram 3.132 adultos portugueses, verificou-se que os indivíduos que tendem a apresentar mais comportamentos alimentares sustentáveis são aqueles com maior autoeficácia, normas descritivas mais fortes (perceção de que as pessoas que os rodeiam adotam uma alimentação sustentável) e normas prescritivas mais baixas (sensação de pressão social para adotar esse tipo de alimentação), valores biosféricos mais fortes, prática de exercício físico, maior atenção às necessidades nutricionais e maior acesso à informação fidedigna.
Por outro lado, os adultos com maior perceção do risco, menor autoeficácia, normas prescritivas mais baixas, valores egoístas mais fortes e maior tendência para deixar que as emoções influenciem os seus hábitos alimentares apresentam mais barreiras à adoção de uma alimentação sustentável.
Estes resultados sugerem que reforçar a perceção da capacidade pessoal para adotar práticas alimentares sustentáveis poderá constituir uma iniciativa nacional relevante. A influência social pode funcionar como um modelo positivo para a adoção de uma alimentação sustentável; no entanto, a pressão excessiva — externa ou autoimposta — poderá produzir o efeito contrário.
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1Os resultados sugerem que os portugueses adotam comportamentos alimentares sustentáveis de forma ocasional, mas percecionam mais vantagens do que desvantagens na sua adoção.
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2O sexo, o número de filhos, o nível de habilitações literárias, a prática de exercício físico e a realização das próprias compras influenciam tanto a adoção desses comportamentos como a perceção das respetivas vantagens e desvantagens.
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3Uma maior perceção do risco e da autoeficácia para a ação aumentam a tendência para a adoção de comportamentos alimentares sustentáveis e para a perceção das vantagens, embora nem sempre reduzam a perceção das desvantagens.
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4As normas descritivas e os valores biosféricos associam-se a uma maior adoção de comportamentos sustentáveis, enquanto as normas prescritivas e os valores egoístas influenciam a perceção das vantagens e desvantagens.
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5Quanto mais desenvolvidos estiverem determinados fatores de literacia alimentar – nomeadamente os domínios de aprendizagem, a literacia nutricional, o fator industrial e as políticas alimentares – maior é a tendência para a adoção de comportamentos sustentáveis e para a perceção das vantagens, embora se observe variação na perceção das desvantagens.


