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Insegurança alimentar em Portugal: como o aumento dos custos da habitação está a pôr em risco as refeições das famílias
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1A insegurança alimentar aumentou de 13,8% para 16,3% entre 2019 e 2023, principalmente devido ao aumento da insegurança alimentar ligeira (de 10,0% para 12,3%), enquanto a insegurança alimentar grave se manteve abaixo de 1%.
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2As estratégias de adaptação antecipatória estão a tornar-se mais frequentes: uma proporção crescente de agregados familiares refere consumir apenas uma variedade limitada de alimentos, o que indica uma diminuição da qualidade da alimentação, antes de passarem fome.
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3O regime de ocupação da habitação constitui um forte preditor da insegurança alimentar. Cerca de um quarto (24,3%) dos agregados familiares que reside em habitação social experimenta insegurança alimentar moderada a grave, uma probabilidade quase três vezes superior à dos proprietários sem hipoteca.
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4A acessibilidade económica da habitação é importante para além do regime de ocupação. Os agregados familiares que consideram os custos da habitação um «encargo pesado» têm o dobro da probabilidade de se encontrarem em situação de insegurança alimentar, quer sejam arrendatários ou proprietários.
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5O risco está fortemente concentrado nos grupos vulneráveis. Um em cada oito agregados familiares no quintil de rendimento mais baixo enfrenta insegurança alimentar, em comparação com menos de 1 em cada 250 no quintil mais alto; as famílias monoparentais e os migrantes de países não pertencentes à UE enfrentam um risco particularmente elevado.


