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Agregados familiares em transformação em Espanha e Portugal

Jesús García, Albert Esteve e Juan Galeano, (CED);
Estudo do Observatório Social da Fundação ”la Caixa”, em colaboração com o Centre d’Estudis Demogràfics

Com base em dados do Inquérito à População Ativa (EPA, na sigla em espanhol), elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística de Espanha, verifica-se que a dimensão média dos agregados familiares em Espanha e em Portugal evidenciou uma trajetória de diminuição sustentada entre 1991 e 2022, contribuindo para a atenuação do diferencial face a outros países da União Europeia. Ao nível da tipologia dos agregados familiares, esta evolução inscreve-se em três dinâmicas estruturais principais: (a) aumento da incidência de pessoas a viver sozinhas; (b) retração dos agregados familiares extensos; e (c) redução da dimensão dos agregados familiares nucleares, associada ao declínio da fecundidade e à crescente prevalência da dissolução conjugal por separação e divórcio.
Pontos-chave
  • 1
       Entre 1991 e 2022, a dimensão média dos agregados familiares em Espanha registou uma redução de 3,3 para 2,4 pessoas, enquanto em Portugal passou de 3,1 para 2,5. Independentemente do crescimento demográfico, esta contração da dimensão média explica 68% e 85% do acréscimo do número de agregados familiares em Espanha e em Portugal, respetivamente.
  • 2
       Os agregados familiares unipessoais evidenciaram, por referência a 1991, um crescimento de 81% em Espanha e de 53% em Portugal. Em sentido inverso, os agregados familiares com cinco ou mais elementos registaram uma diminuição de 73% e 70%, respetivamente.
  • 3
       Do ponto de vista individual, os indivíduos passam, em média, menos anos a residir com ambos os progenitores, residem menos anos com filhos e, nas idades mais avançadas, passam mais tempo em agregados unipessoais.
  • 4
       Entre 1991 e 2022, o número médio de anos em que os indivíduos vivem em situação de agregado unipessoal aumentou de 3,8 para 7,5 em Espanha e de 4,2 para 5,8 em Portugal.

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