Artigo
Educação e (re)integração social de ex-reclusos/as
Neste projeto, pretendeu-se conhecer as motivações dos/as reclusos/as para frequentar os PEF, analisar a forma como essas motivações estão associadas ao sucesso escolar e ao desenvolvimento educativo e, compreender a relação entre a frequência dos PEF e a reintegração após a libertação.
Este estudo incluiu uma amostra de 799 indivíduos: 535 reclusos/as e 264 em liberdade condicional. Os resultados mostram que o planeamento para o futuro e o desenvolvimento de competências foram as motivações mais referidos para a frequência dos PEF. De facto, estas foram as únicas razões que estiveram relacionadas com os níveis mais elevados de motivação para frequentar e concluir os PEF.
Os indivíduos que frequentaram e concluíram os PEF e os que não o fizeram não apresentavam diferenças em termos de situação profissional ou de rendimento mensal. Todos avaliaram positivamente os PEF e mais de metade dos que estavam desempregados antes da sua reclusão e frequentaram os PEF integraram-se profissionalmente durante o período de liberdade condicional. No entanto, e apesar de os PEF parecerem importantes para melhorar as competências e os conhecimentos dos indivíduos, é necessário que estejam mais bem adaptados às necessidades do mercado de trabalho local.
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1As motivações planeamento para o futuro e desenvolvimento de competências são as mais referidas pelos indivíduos reclusos e pelos que se encontram em liberdade condicional para frequentarem programas de educação/formação (PEF) durante a reclusão.
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2Os indivíduos reclusos e em liberdade condicional com pontuações elevadas em planeamento para o futuro, razões sociais e escapismo e desenvolvimento de competências são mais propensos a frequentar e/ou concluir PFE.
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3Mais de metade dos indivíduos que estavam desempregados antes da reclusão e que frequentaram e/ou concluíram os PEF foram integrados profissionalmente após a libertação (56,5% e 57,1%, respetivamente).
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4Os indivíduos mais jovens e os que tinham emprego antes da reclusão têm, respetivamente, quase 1 e 3 vezes mais probabilidades de estarem integrados profissionalmente após a libertação.
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5Os indivíduos em liberdade condicional que frequentaram os PEF tendem a avaliar favoravelmente os programas de educação/formação no que respeita ao desenvolvimento pessoal (92,6%), à aquisição de competências sociais e académicas (76%) e à integração na comunidade (75,8%).


