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Perceção dos professores, profissionais de saúde e idosos portugueses relativamente à vacinação contra a Covid-19

Tânia Magalhães Silva, Marta Estrela, Maria Teresa Herdeiro, Instituto de Biomedicina (iBiMED); Vítor Roque, Fátima Roque, Unidade de Investigação para o Desenvolvimento do Interior; Eva Rebelo Gomes, Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar Universitário do Porto; Adolfo Figueiras, Instituto de Investigação em Saúde de Santiago de Compostela (IDIS);
Concurso para apoiar projetos de investigação baseados em inquéritos sobre o impacto da Covid-19 (LL20-4)

O objetivo deste estudo é identificar e avaliar as principais perceções, atitudes e conhecimentos em relação à vacinação contra a Covid-19 de três grupos de risco: professores, profissionais de saúde e idosos. Foi aplicado um questionário online a professores (n=1062) e profissionais de saúde (n=890), e um questionário por entrevista telefónica assistida por computador aos idosos (n=602). Nos três grupos, a maioria dos participantes acredita que a vacinação será eficaz para acabar com a pandemia.
Pontos-chave
  • 1
       As vacinas são amplamente aceites pelos participantes dos três grupos, independentemente do sexo, idade, nível de escolaridade e/ou região geográfica. Além disso, apesar da taxa de cobertura vacinal dos participantes ser de aproximadamente 50%, cerca de 90% dos inquiridos estavam dispostos a tomar a vacina o mais rapidamente possível.
  • 2
       Embora os participantes estivessem conscientes do potencial da vacinação para pôr fim à pandemia de Covid-19, principalmente através da prevenção da infeção e das complicações associadas, uma grande proporção (superior a 30%) mostrou-se cética em relação a este resultado.
  • 3
       A hesitação na vacinação estava principalmente relacionada com a incerteza sobre a eficácia e possíveis efeitos indesejáveis da vacina, particularmente entre professores e profissionais de saúde (~50%), e não com a origem do fabricante da vacina, salientando a necessidade de aumentar a confiança na vacina.
  • 4
       Mais de 75% dos participantes consideraram as autoridades competentes como uma fonte de informação fiável relativamente à vacinação contra a Covid-19. Em contraste, apenas 41%, 36% e 59% dos professores, profissionais de saúde e idosos, respetivamente, consideraram os meios de comunicação social como sendo fiáveis.
  • 5
       Enquanto cerca de 90% dos professores e profissionais de saúde gostariam de ser testados quanto à resposta imunitária obtida após infeção por Covid-19 ou vacinação, apenas cerca de 2/3 dos idosos partilhavam o mesmo desejo.

A pandemia de Covid-19 tem vindo a afetar milhões de pessoas em todo o mundo. Por conseguinte, torna-se essencial investigar o conhecimento e as preocupações das pessoas quanto ao impacto da pandemia, com a finalidade de combater a hesitação para a vacinação e a desinformação, de forma a prevenir a doença e promover a saúde pública. Mais de 60% dos participantes concordaram que a pandemia de Covid-19 irá terminar quando a maioria da população tiver recebido a vacina (Figura 1).

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