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O impacto assimétrico da crise da covid-19 no mercado de trabalho europeu

Cesira Urzi Brancati, Songül Tolan, Enrique Fernández-Macías, Ignacio González Vázquez, Marta Fana e Sergio Torrejón Pérez, Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia;

O impacto económico da crise do coronavírus é claramente desigual. As medidas de confinamento e restrições de atividade impostas na maioria dos países da UE afetam mais o emprego em certos países mediterrânicos, enquanto, a nível nacional e de uma forma generalizada, atingem mais os trabalhadores mais vulneráveis.
Pontos-chave
  • 1
       O impacto da crise da covid-19 no mercado de trabalho é mais notável em certos países mediterrânicos que apresentam uma maior proporção de empregos nos setores cuja atividade tem sido mais negativamente afetada pelas medidas de confinamento (serviços de hotelaria e restaurantes, setor do lazer e cuidados pessoais).
  • 2
       A crise tem ampliado em grande escala a prática do teletrabalho a praticamente todos os empregos e setores que o permitem. Infelizmente, alguns dos países mais afetados pela crise (incluindo Espanha e Itália) tinham, antes da crise, uma prevalência comparativamente baixa do teletrabalho.
  • 3
       O impacto da crise parece ter-se concentrado em alguns dos grupos mais vulneráveis no mercado de trabalho: trabalhadores com salários baixos e empregos precários, bem como mulheres e jovens trabalhadores.
Espanha, entre os países com uma maior percentagem de empregos destruídos pela crise da covid-19
Espanha, entre os países com uma maior percentagem de empregos destruídos pela crise da covid-19

A Espanha e a Itália estão entre os países mais afetados pela crise da covid-19. Isto porque ambos os países têm uma maior proporção de empregos em setores que foram forçados a fechar a sua atividade devido às medidas de confinamento: atividades de lazer e bem-estar, turismo, cuidados pessoais, etc. Estes setores representam até 14,2% do emprego total em Espanha, em comparação com uma média de 9,88% na União Europeia e no Reino Unido. Em contraste, os Estados-membros do centro e do norte da UE têm uma maior proporção de setores que permanecem ativos apesar da crise, porque são essenciais ou permitem o teletrabalho, pelo que o impacto do confinamento no emprego é menor.

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